Arquivo para a categoria 'tecnologia'

Bullet time

Matrix trouxe à baila um efeito especial denominado bullet time, onde uma imagem é congelada e o olho da câmera roda em torno de um ou mais personagens, feitos estátuas em uma exposição.

O efeito é obtido por meio de um conjunto de câmeras enfileiradas que obtém as imagens ao mesmo tempo e, com isto, se consegue montar uma sequência cinematográfica.

Assim, o efeito obtido, antes de se adicionar o cenário “realista”, é mostrado no vídeo abaixo.

O truque das câmeras enfileiradas, contudo, remonta ao século XIX, com o fotógrafo Eadweard J. Muybridge (9/abril/1830 – 8/maio/1904).

Ele obteve diversas sequências como as imagens de um cavalo a galope. Com isto, foi possível perceber que o cavalo, na maior parte das vêzes, se equilibra em apenas uma das patas.

Doug Engelbart: quem é?

Há um livro traduzido para o português chamado “Cultura da Interface”, escrito por Steven Johnson, da Jorge Zahar Editor, que trata a respeito da interação humano-computador. Ele traz um dado interessante: quando surgiu o “mouse”?

Resposta: em 1968, em uma demonstração feita por Douglas Engelbart, um engenheiro da Stanford Research Institute. Imagine: 1968 é o tal do ano que ainda não terminou, como alguns afirmam. Além de hippies e movimentos estudantis e AI-5, 68 trouxe o mouse.

Maiores referências estão em

http://www.dougengelbart.org/pubs/augment-3954.html#Footnote

e há um vídeo longo (mais de 70 minutos e em inglês) apresentando a demonstração do Engelbart:

http://vimeo.com/1408300

Em 1968, as pessoas usavam cartão perfurado … quem por aí se lembra disto?

O cubo mágico de Rubik resolvido via Lego

A Lego possui uma caixa programável, denominada NXT, que permite criar construções interessantes, como trenzinhos que andam, robots, elevadores com recursos de automação, etc.

Hans Andersson criou um solver do cubo mágico com peças de Lego e com o NXT. Quem quiser construir um, veja no site tilted twister.

MS Office e a lei de Pareto

Pegue um texto escrito em MS Word™ e abra-o: note que a maioria dos usuários utiliza o software como as antigas máquinas de escrever.

Antes, previno-os: não sou fã desta ferramenta. Acho-o pesado, deixa a desejar em vários aspectos e há softwares melhores no mercado. Mas como todo mundo usa, não há melhor exemplo para ser explorado.

Como eu escrevia, quase todos a utilizam como as antigas máquinas de escrever (lembram-se delas?), ou seja, em vez de usar o recurso de parágrafo que o MSW oferece, o de afastar a primeira linha a uma distância de dois dedos, a maioria utiliza o TAB.

Para quem não sabe, o recurso é: menu Formatar – Parágrafo … – Especial:[Primeira linha]. Caso queira, defina em centímetros a distância.

Você deve estar pensando: “Fazer tudo isto? Aperte o tab de uma vez!”. Tem razão. É bem mais fácil. A vantagem do recurso acima é que, cada vez que você apertar a tecla ENTER para mudar de parágrafo, ele já o fará com o avanço da primeira linha.

Há outras: há formatos para Título, seção, subseção. Isto facilita um bocado no momento de gerar índices e referências cruzadas.

Poucos têm a paciência de aprender o software por uma razão relativamente simples: ao abri-lo, basta começar a escrever.

Funciona uma adaptação da lei de Pareto: 80% dos usuários utilizam 20% dos recursos da ferramenta. E vice-versa: 80% dos recursos são conhecidos por 20% dos usuários.

O mesmo ocorre para os demais componentes do MS Office: Excel, Powerpoint.

 

 

caneta espacial

Muitos contam a história da caneta americana e do lápis russo ocorrida na década de 60, no antigo século 20, e a utilizam como exemplo de sensatez por parte dos russos, enquanto outros contra-argumentam que quem chegou a alunissar foram os USA, não os soviéticos.

Para quem não sabe do que comento acima, lá vai: canetas comuns não funcionam na gravidade zero. Assim, para que os astronautas pudessem fazer as suas anotações, os americanos gastaram tempo e dinheiro (milhares, milhões de US$?) para desenvolverem uma caneta espacial. Enquanto isto, os russos iam com um estoque de lápis em suas lapelas.

Apesar de alguns blogueiros e correntes de e-mails afirmarem que tudo isto é verídico, é tudo um mito, de acordo com o Scientific American.

Tanto o pessoal da NASA como os astronautas soviéticos usaram lápis nos primórdios das viagens espaciais. É certo que os americanos utilizaram, na verdade, lapiseiras, os quais pagaram a bagatela de US$ 128,89 por unidade. É óbvio que os contribuintes americanos reclamaram quando o custo se tornou público. Não faço idéia se os soviéticos pagaram algo equivalente em rublos.

Contudo, em ambientes imponderáveis (gravidade zero), as partículas de grafite e restos de lápis podem se tornar um perigo para a atmosfera no interior das naves, afetando o sistema respiratório dos astronautas e os equipamentos eletrônicos. Além do mais, após o incêndio da Apolo 1, evitou-se levar qualquer objeto inflamável, tal como um mero lápis.

Em 1965, uma companhia chamada Fisher Pen Co., cujo dono é o Sr. Paul C. Fisher, patentou uma caneta que poderia escrever:

  • de cabeça para baixo;
  • nas temperaturas entre -45°C e 204°C;
  • debaixo d’água.

O interior da caneta é feito de tungstênio e é dividido em duas câmaras: em uma está confinado o gás nitrogênio a uma pressão de aproximadamente 2.5 atmosferas; na outra câmara, está a tinta, na verdade um composto em estado de gel. Para separar as câmaras, há uma esfera metálica. No ato de escrever, o nitrogênio empurra a esfera e, com a movimentação, o gel torna-se um fluido azul. Na figura abaixo se encontra o mecanismo da caneta.

Spatial Pen

Mr. Fisher investiu em torno de US$ 1 milhão no desenvolvimento desta caneta e vendeu para a NASA 400 delas em fevereiro de 1968, de acordo com a Associated Press. Também a empresa vendeu para os russos (!) 100 canetas e 1000 cartuchos de tintas, conforme noticiou a UPI em 1969. O preço por unidade foi de US$ 2.39 tanto para os americanos como para os soviéticos.

A caneta mostrou-se útil não só para escrever como também serviu para substituir uma chave de armar que havia quebrado na Apolo 11, em seu retorno para a Terra.

Referência:
http://www.sciam.com/article.cfm?articleID=9CF01C5C-E7F2-99DF-3EEFFCD06138AEC4&sc=I100322

Impressoras 3-D

Sabe aquela tampa de plástico do seu controle remoto que caiu atrás do sofá e nunca mais foi encontrada? Lembra-se que você desenhou em papel um protótipo de um carro futurista, mas nunca teve paciência ou habilidade para esculpí-lo em madeira, acrílico ou mesmo com papier machê?

Uma empresa denominada Desktop Factory se propõe a fazer uma impressora de protótipo 3-D a um custo relativamente baixo (em torno de 5 mil dólares ou R$ 10.000,00 sem impostos). Já existem impressoras e scanners 3-D, mas são industriais e caras, muito caras.

A idéia é montar um protótipo em camadas. Lembra-se das curvas de níveis, daquelas mapas de geografia onde recortávamos planaltos e montanhas e íamos montando o relêvo? É semelhante. Há um vídeo de difícil acesso, da Universidade de Cornell, que mostra uma destas impressoras fabricando uma garrafa, quem quiser tentar, clique aqui. Ou então, veja no Youtube, com qualidade menor de imagem:

Aliás, o vídeo citado se refere ao Fab@Home, que possui uma proposta mais radical: o usuário constrói a impressora 3-D, na verdade uma fábrica de manufaturados.

O potencial existente em máquinas desta natureza tanto para as pequenas empresas como em escolas é imenso.

Comerciais de informática

Anos atrás (9, 10, …, oops, stop here) vi estes vídeos em um destes festivais de comerciais. Reencontrei-os no YouTube. No primeiro, o nosso distraído herói despacha o seu notebook pelo serviço de carga do avião.

O segundo comercial é sobre o lançamento do Macintosh da Apple, em 1984. É uma referência ao romance “1984″, do George Orwell. O diretor deste comercial foi o Ridley Scott, o mesmo que dirigiu “Blade Runner”.