Arquivo para a categoria 'lembranças'

versões (0): Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Capa

Os Beatles fizeram esta música na década de 60 e a gravadora lançou um vídeo bem interessante com base na capa original do disco acima.

Há uma versão feita pelo Jimi Hendrix, que foi elogiada pelo Paul e pelo George.

Cássia Eller também fêz a sua versão do Sargento Pimenta: o vídeo apresenta uma ligeira dessincronia entre voz e imagem, mas dá para curtir.

Não se pode esquecer da versão apresentada no desenho animado “Yellow Submarine”.

Quem quiser a letra, aí está:

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Lennon/McCartney)

It was twenty years ago today,
Sgt. Pepper taught the band to play
They’ve been going in and out of style
But they’re guaranteed to raise a smile.
So may I introduce to you
The act you’ve known for all these years,
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
We’re Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band,
We hope you will enjoy the show,
We’re Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band,
Sit back and let the evening go.
Sgt. Pepper’s lonely, Sgt. Pepper’s lonely,
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
It’s wonderful to be here,
It’s certainly a thrill.
You’re such a lovely audience,
We’d like to take you home with us,
We’d love to take you home.
I don’t really want to stop the show,
But I thought that you might like to know,
That the singer’s going to sing a song,
And he wants you all to sing along.
So let me introduce to you
The one and only Billy Shears
And Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

A evolução do ensino de matemática

Em 1994, eu trabalhava com o sistema operacional Unix, antes da explosão do Linux. Acompanhava o que a indústria de software fazia nesta área, seja por conversas com fornecedores ou pela leitura de revista como a Unix Review, hoje inexistente. Havia uma seção denominada “Devil’s Advocate” (Advogado do Diabo, wow) escrita por Stan Kelly-Bootle onde encontrei um artigo falando sobre o ensino da matemática, cuja tradução livre coloco a seguir.

anos 60:
um agricultor vende um saco de batatas por 10 dólares. O seu custo de produção é 4/5 do seu preço de venda. Qual é o seu lucro?
anos 70:
um fazendeiro vende um saco de batatas por 10 dólares. O seu custo de produção é 4/5 do seu preço de venda, isto é, 8 dólares. Qual é o seu lucro?
anos 70 (matemática moderna):
um fazendeiro troca um conjunto B de batatas por um conjunto D de dinheiro. A cardinalidade do conjunto D é igual a 10 e cada elemento de D vale $1. Desenhe dez grandes círculos para representar os elementos de D. O conjunto C de custo de produção é composto de duas grandes esferas a menos que o conjunto D. Represente o conjunto C como um subconjunto de D e responda à questão: qual é a cardinalidade do conjunto L de lucro?
anos 80:
um fazendeiro vende um saco de batatas por 10 dólares. Seu custo de produção é de 8 dólares e seu lucro é de 2 dólares. Sublinhe a palavra “batatas” e discuta com seus colegas de classe.
anos 90:
um(a) fazendeiro(a) vende um saco de batatas por 10 dólares. Seu custo de produção é 0.80 de seu preço de venda. Em sua calculadora, faça o gráfico de preço de venda versus custo. Rode o programa BATATA para determinar o lucro. Discuta o resultado com os estudantes do seu grupo. Escreve um breve ensaio que analisa este exemplo com o mundo econômico real.

A referência original se encontra abaixo.

(Anon: adapted from American Mathematical Monthly, Vol. 101, No. 5, May 1994)

Rosselo

Fiz o primeiro ano do antigo curso Primário no Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, em Osasco. Não tinha ainda idade suficiente para entrar na escola pública. Assim, meus pais decidiram que era melhor eu entrar em uma escola particular, o assim chamado Colégio das Madres.

As freiras só aceitavam meninos até o primeiro ano primário; do ano seguinte e em diante, apenas meninas. Eu tinha três matérias: Português, Matemática e Religião. Aprendi a ler, a escrever e a fazer contas, além de saber que Deus vigia a todos e pune as crianças más.

O Colégio continua lá, na R. Madre Rosselo. Aliás, Santa Madre Rosselo, cujo corpo não sofreu a ação do tempo e permanece em uma câmara de vidro na Itália, onde se localiza a Congregação das Filhas da Misericórdia, a fundadora do colégio osasquense. Contam que o seu coração foi dela retirado e sangrou, além de se inchar, “tamanho era o amor que a santa tinha dentro de si”. O sangue derramado foi recolhido, distribuído em vidros e estes foram entregues às filiais da Congregação, inclusive a de Osasco. Tenho a impressão que vi este vidro com líquido encarnado em alguma missa que participei no primeiro ano da Escola, mas certeza não tenho, nem sabia do que se tratava, se é que eu o vi.

Este fetichismo religioso me perturba um bocado: que necessidade estranha de ter alguma parte do corpo, ou algum pertence, ou algo tocado por algum santo, mártir, profeta, ser exibido e exposto, como se o seu poder permanecesse nestes objetos. É claro que aplicaram bastante o famoso 171 nos infelizes que compraram lascas da cruz de Cristo, as caveiras de João Batista desde a infância até a sua decapitação, etc.

O rock que conheci (0)

“Rock se toca com dois acordes: se houver três, vira jazz”, “um acorde: som de rave, bate-estaca”: deve haver algum fundo de verdade nestas jocosidades.

Quando era garoto, jovem imberbe, ouvia a rádio Difusora AM de Sampa, pois não havia outra que tocava rock. Ao menos, era o que eu tinha conhecimento, vivendo no subúrbio do subúrbio, em Osasco, Grande São Paulo, década de 60 e 70.

Sabia de Beatles? Já estavam separados quando de fato conheci a música deles. Conhecia os Stones? Sim, eu os ouvia e não sabia muito bem quem exatamente eles eram. Só vim a conhecê-los melhor quando entrei no segundo grau, quando comprei o “It’s only rock and roll” (but I like it) e depois fui atrás dos outros discos (de vinil, pois é). The Who? Sim, gostava bastante, mas “Quem” eram, só depois associei aquele “tóquin abaut mai jenereichion” com o “My Generation” que ouvi em um CD, bem mais tarde. Creedence Clearwater Revival? Hey Tonight, aquela outra perguntando se você viu a chuva …
Pink Floyd, Yes, Lou Reed, David “canivete” Bowie: dizem que aquele olho dele, de pupila dilatada, foi resultado de uma briga em sua adolescência por causa de uma garota. Teria ele sido ferido com uma faca Bowie por causa de uma chinesa calçando sapatos vermelhos? Cenas de um “Rock Dreams”. Este livro existe, melhor, existiu, edição esgotada, onde o ilustrador, Guy Peellaert, desenhou diversos astros do rock em cenas estranhas: uma santa ceia com o Elvis Pelvis Presley como o Salvador, pessoal do rockabilly como apóstolos e Tom Jones de Judas. Sabe a capa do “It’s Only Rock and Roll” que mencionei acima? O ilustrador é o próprio.

It's only rock' n roll

Cheguei a ver este livro uma vez, num sebo em Gainesville, uma cidade do Estado da Flórida. Mas o estado era lastimável. O dono era o típico hippie velho: cabelos loiros compridos, barba cultivada por longos anos, roupas largas. Acabei levando um quadrinho do Crumb: Mr. Natural. A barba deste é a mesma do dono do sebo.

Mr. Natural